Sexta-Feira Santa: A Crucificação De Jesus!

A Sexta-feira Santa é uma data marcante para todos os cristãos, mas poucos sabem os detalhes sobre A Crucificação De Jesus.

Embora o ato da crucificação foi o auge da conclusão do sacrifício perfeito de Jesus Cristo, Ele padeceu muito mais do que parece…

Mas o que Jesus Sofreu Antes Da Crucificação?

Quais dores físicas e psicológicas sofreu?

Neste artigo, vamos detalhar ao máximo sobre todo o sacrifício perfeito, que não apenas garantiu a vitória contra a morte e o inferno, mas também a Salvação Eterna para àqueles que creem!

O Que Jesus Sofreu Antes Da Crucificação?

Antes da crucificação houve uma série de eventos que Jesus sofreu que merecem a nossa atenção.

Pois foram dores físicas e psicológicas, que nenhum de nós poderíamos suportar, somente Ele.

Como o profeta Isaías, profetizou em sua época:

“⁴ Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.

⁵ Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”

(Isaías 53:4,5)

Ou seja, tudo o que iremos detalhar já havia sido profetizado e estava enquadrado nos planos divinos, para que o sacrifício fosse perfeito, como de fato foi!

Portanto, vamos citar as 5 Dores principais, sofridas por Jesus, que foram perfeitamente superadas:

  1. A Dor da Traição;
  2. A Dor do Abandono;
  3. A Dor da Injustiça;
  4. A Dor da Tortura;
  5. A Dor da Crucificação.

1. A Dor da Traição

A-Dor-Da-Traição-De-Judas

Após uma vigília intensa de oração no jardim do Getsêmani, Jesus sofre com uma Hematidrose, que é uma condição física rara de acontecer.

Pois trata-se de uma reação do corpo, sob uma condição de extremo estresse e ansiedade.

Quando algumas veias finíssimas capilares, que estão próximas às glândulas sudoríparas se rompem, resultando numa mistura de sangue, com o suor.

Ou seja, quando o coração supera um possível ataque cardíaco, e a mente um possível derrame cerebral, a Hematidrose acontece.

Curiosamente, um médico (Lucas), que relata esse ocorrido:

“E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão.”

(Lucas 22:44)

Enquanto isso, Judas já estava com os soldados romanos à caminho, para a dolorida traição.

E quando finalmente chega ao jardim para entregá-lo, com um falso e irônico beijo, se consome a pior de todas as traições da história da humanidade!

Mas o nosso Mestre, não de forma irônica, e sim com compaixão, amor e sinceridade, chama-o de amigo:

“⁴⁹ E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi; e beijou-o.

⁵⁰ Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam.”

(Mateus 26:49,50)

Acredito, que Jesus chamou Judas de amigo por 2 motivos principais:

  1. Para nos ensinar, na prática, a perdoar, mesmo em meio a pior de todas as traições;
  2. E para dar a última chance de arrependimento ao traidor.

Com isso, Jesus é conduzido ao Sinédrio, para ser julgado por blasfêmia e rebelião, pelos religiosos hipócritas.

2. A Dor do Abandono

A-Dor-Do-Abandono-De-Pedro

A Bíblia relata que Pedro, outro de seus discípulos, acompanhava de longe tudo o que acontecia, mas sem se envolver ou se revelar.

Mas, o pior foi quando ele, ao ser questionado, negou Jesus por 3 vezes:

“⁶⁹ Ora, Pedro estava assentado fora, no pátio; e, aproximando-se dele uma criada, disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu.

⁷⁰ Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes.

⁷¹ E, saindo para o vestíbulo, outra criada o viu, e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno.

⁷² E ele negou outra vez com juramento: Não conheço tal homem.

⁷³ E, daí a pouco, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente também tu és deles, pois a tua fala te denuncia.

⁷⁴ Então começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou.

⁷⁵ E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente.”

(Mateus 26:69-75)

Ou seja, além da dor da traição de um discípulo, Jesus também sofreu a dor do abandono de outro, que em momentos antes havia dito que jamais o abandonaria.

Porém, nenhum judeu, nem mesmo um fariseu ou sumo sacerdote, tinha o poder para consumar qualquer tipo de julgamento, pois somente o Império Romano tinha tal autoridade.

Com isso, decidem levar Jesus para ser julgado pelo governador da Judeia: Pôncio Pilatos.

3. A Dor da Injustiça

A-Dor-Da-Injustiça-Jesus-Ou-Barrabás

Agora Jesus estava diante do governador Pôncio Pilatos, que não consegue ver acusações suficientes para condená-Lo à morte por crucificação.

Mas por tomar conhecimento, que Jesus era de Nazaré, cidade na qual fazia parte da Galiléia, O encaminha para Herodes, que era tetrarca daquela região.

Curiosamente, Herodes ficou “empolgado” com a notícia desse encontro com Jesus, pois já tinha ouvido falar sobre Ele e os milagres que fazia.

Com isso, Herodes pede para que Jesus fazer algum sinal para ele.

Mas Jesus não fez nada! Sabe porquê?

Porque Jesus não estava para servir à vontade dos homens e sim à do Pai!

Portanto, Herodes encaminha Jesus de volta para Pôncio Pilatos, que fica com a responsabilidade de tomar alguma decisão.

O governador tentou convencer à multidão de apenas castigar Jesus e soltá-Lo.

Mas todos gritavam para crucificá-Lo!

E mesmo perguntando por 3 vezes, a multidão insistia na crucificação de Jesus!

Quando finalmente encontra uma oportunidade de libertar Jesus, propondo para a população a liberação de um condenado, por ser um dia de festa.

Onde o povo teria 2 opções para libertar naquele dia: Jesus ou Barrabás!

“²⁰ Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram à multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus.

²¹ E, respondendo o presidente, disse-lhes: Qual desses dois quereis vós que eu solte? E eles disseram: Barrabás.

²² Disse-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado.”

(Mateus 27:20-22)

Impressionante, como tudo aconteceu…

Jesus sente a Dor da Injustiça!

Portanto, sem saber o que fazer diante dos “corações azedos” dos judeus, Pôncio Pilatos pede uma bacia com água e lava as suas mãos.

Entregando assim, Jesus para o processo de forte tortura, que antecederia a Sua morte na cruz.

4. A Dor da Tortura

A-Dor-Da-Tortura

Após o veredito, o Senhor Jesus foi encaminhado para uma das piores punições e torturas existentes de sua época.

Despindo por completo as suas vestes, o cobriram com uma capa vermelha, também encravaram uma coroa de espinhos sobre a Sua cabeça e em Sua mão direita colocaram uma cana.

Com isso, ajoelhando diante dele, o escarneciam, cuspindo.

Quando tiraram-lhe a cana, e batiam com ela na cabeça, encravando ainda mais àqueles espinhos afiados.

Depois colocaram ele preso num tronco exposto para todos ali assistirem a cena mais horripilante de suas vidas.

Pois foram 39 açoites respeitando a tradição judaica, mas com o chicote chamado de “azorrague romana”, gerando assim, aproximadamente, 312 cortes profundos nas costas e nos ombros.

Pois a “azorrague romana” era um instrumento de tortura que continha 8 tiras de couro, com esferas metálicas e pedaços de ossos quebrados de carneiro nas extremidades, muito afiados e cortantes.

Foi tão grave, que se fosse fazer pontos nos cortes, para cada um deles seria necessário em média de 9 pontos, que totalizariam absurdamente 2808 pontos!

Consegue imaginar?

Inclusive, existia uma “aposta” entre os soldados romanos, para saberem em qual “round” o judeu se renderia de joelhos.

Pois nenhum judeu se curvava diante de qualquer homem, apenas à Deus.

E havia uma média, de que na 10º ou 11º açoite, todos caíam, mas Jesus não era um homem comum e resistiu muito além do normal.

Estudiosos da medicina afirmam, que os cortes provocados pela “azorrague romana” eram tão profundos, que se repetisse mais de 3 golpes no mesmo lugar, arrancaria tanta carne, que seria possível ver até os ossos da vítima.

Portanto, ali, completamente ferido, foi envolvido por uma túnica e lançado numa cela fria, onde certamente teve uma forte febre devido à grande inflamação das feridas expostas.

5. A Dor da Crucificação

A-Dor-Da-Crucificação-De-Jesus

Enquanto o haste vertical da cruz já estava fincado no monte, o Senhor Jesus teve que carregar haste horizontal “patibulum”, que pesava em aproximadamente 30kg.

O percurso até o destino final, não foi nada fácil, pois a distância era de 600 metros, num terreno irregular e escorregadio por conta do muito sangue sendo derramado.

E assim que Jesus chega ao lugar chamado Gólgota, que é traduzido por Lugar da Caveira, os soldados romanos puxam com toda a força aquela túnica que estava colada nas feridas.

Tal atitude expõe novamente todos àqueles cortes profundos, numa ardência inimaginável.

A Crucificação de Jesus foi a mais dolorida de todas!

Pois a cruz já era preparada, aproximadamente 5 dias antes para o condenado, cortada nas medidas aproximadas e já feito os furos na madeira, para facilitar à fixação dos pregos.

E como Jesus foi julgado e condenado em um único dia, aquela cruz era de medidas completamente diferentes.

Ou seja, um braço seria encravado no local certo, mas para a fixação do outro, teria que “desconjuntar” o braço e ombro para alcançar.

Com isso, os pregos de ferro, no formato quadrado, que mediam em média de 13 a 18 centímetros, foram martelados sem misericórdia alguma.

Além das mãos, também os pés foram pregados na cruz, concluindo a Crucificação de Jesus:

“²⁴ E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sobre elas sortes, para saber o que cada um levaria.

²⁵ E era a hora terceira, e o crucificaram.

²⁶ E por cima dele estava escrita a sua acusação: O REI DOS JUDEUS.”

(Marcos 15:24-26)

Conclusão

As 5 dores sofridas pelo Senhor Jesus foram fortíssimas e muito cruéis.

E só de imaginar tamanho sofrimento, nos faz refletir sobre a nossa fé.

Será que estamos sendo e fazendo o suficiente para Jesus?

De fato, realmente é o nosso máximo e melhor?

Portanto, diante de tamanho sacrifício exposto aqui neste artigo, seria possível ficar indiferente…

Se você ainda não tinha refletido profundamente sobre esse fato, por favor, pare para pensar por um instante.

Pois tudo o que Jesus fez, foi por amor à todos nós!

Tudo para nos salvar!

Se está afastado de Jesus, volte enquanto à tempo, pois assim como Ele foi crucificado de braços abertos, assim continua, para salvar à todos os que Nele creem!

“Com mão forte, e com braço estendido; porque a sua benignidade dura para sempre”.

(Salmos 136:12)

Que Deus Abençoe a sua vida!

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